Como Moralismo, Mercado, Academia e Estado Transformaram a Salsicha em Inimiga Pública
I. A nova fronteira da distinção
A alimentação tornou-se um dos campos privilegiados onde se expressam as ansiedades, os moralismos e as disputas de poder do nosso tempo. O que antes era assunto de cozinha, de família, de rotina, passou a ser território de guerra simbólica.
Nesse contexto, o termo “ultraprocessado” - um pleonasmo hiperbólico equivalente a "ultraradical"... foi criado como ferramenta de classificação e rapidamente capturado por agendas ideológicas, interesses econômicos e discursos identitários. Deixou de ser categoria técnica e passou a funcionar como rótulo moral.
Pois bem, esse rótulo organiza o mundo entre os que “sabem” e os que “não sabem”, entre os que se purificam e os que se contaminam, entre os que “comem certo” e os que “comem errado”. A palavra não descreve: hierarquiza. Não informa: disciplina. Não orienta: segrega.
Hipérbole e pleonasmo são figuras de linguagem que, do ponto de vista da neurolinguística e da psicologia cognitiva, funcionam como mecanismos para aumentar a saliência cognitiva e enfatizar o impacto emocional de uma mensagem. Quando transportados paro contexto da técnica e da ciência, desvirtuam completamente a objetividade do debate.
A partir desse vocabulário neurolinguísticamente distorcido, ergue-se todo um processo que ultrapassa a nutrição e alcança a política, a economia e a cultura. E esse processo - que aparentemente visa "o melhor dos mundos" - tal qual vaticinaria Karl Popper, nos leva a um inferno: a gentrificação alimentar.
Essa promessa do paraíso que leva ao inferno é traço comum dos discursos com viés populista.
Na arquitetura, por exemplo, a gentrificação como externalidade do urbanismo biocêntrico ou higienista, é objeto de grande atenção - e se presta a firmes analogias no campo da nutrição. Vejamos:
Assim como bairros populares são reconfigurados para atender a interesses que não são os de seus moradores, a comida popular é reconfigurada para atender a interesses que não são os dos consumidores que dela dependem. A mesa do cidadão é reorganizada para gerar valor simbólico e econômico, não para atender necessidades reais.
A gentrificação alimentar é, em essência, a vitória do valor de troca sobre o valor de uso no campo da comida. O alimento deixa de ser aquilo que sustenta a vida e passa a ser aquilo que sustenta narrativas, identidades, mercados e projetos de poder.
II. As camadas da gentrificação alimentar
1. A produção simbólica do espaço alimentar
Henri Lefebvre mostrou que o espaço não é neutro: ele é produzido.
O mesmo vale para o espaço alimentar.
A linguagem é o primeiro instrumento dessa produção espacial. “Ultraprocessado” não é apenas um adjetivo: é um ato de demarcação. Ele separa o que é “comida de verdade” do que é “não-comida”, o que é “aceitável” do que é “indigno”.
A salsicha, por exemplo, originada na suméria há 5000 anos, mencionada por Homero na clássica obra Odisséia ( há 2600 anos) e consumida em escala a partir do século XV, na europa, como alimento popular, tornou-se vítima dessa reclassificação neurolingística tecnico-ideológica.
Nesse contexto de gentrificação alimentar, deixou de ser um embutido barato e estável para se tornar o equivalente alimentar da “área degradada” urbana.
A salsicha - popular e barata, passou a simbolizar "o que precisa ser removido", substituído, requalificado. Não por suas propriedades nutricionais, mas por sua associação com o barato, o popular, o cotidiano, o que não rende prestígio.
A linguagem expulsa antes que qualquer política o faça.
O prato vira currículo. A geladeira vira declaração de valores. A escolha alimentar passa a ser lida como índice de caráter, de consciência, de pertencimento de classe.
A primeira expulsão é simbólica: o consumidor de alimentos populares é deslocado para o lugar do “atrasado”, do “desinformado”, do “culpado”.
2. A ciência como doutrina legitimadora
Nenhum processo de gentrificação se sustenta apenas em impressões morais. Ele precisa de um discurso técnico que o legitime.
No urbanismo, fala-se em “revitalização”, “requalificação”, “modernização”. Na alimentação, a ciência é convocada para desempenhar esse papel.
A novilíngua foi o idioma fictício criado por George Orwell no romance distópico 1984 - neurolinguísticamente utilizada para controlar o pensamento. Ela buscava reduzir o vocabulário, eliminando palavras para tornar impossível expressar conceitos rebeldes ou críticos ao governo. O objetivo era simplificar o pensamento, limitando a capacidade de raciocínio.
Pois bem, o método linguístico orwelliano, nesta era de "correção política", "tutela de interesses difusos" e "consensos científicos" - tornou a novilíngua um método real.
A classificação NOVA, que nasceu como ferramenta analítica, é convertida em dogma. Ela passa a funcionar como laudo técnico que autoriza intervenções sobre o comportamento alimentar da população.
Alimentos são declarados “não-comida”, “veneno”, “inadequados”. Mas a classificação, de fato, prepara o terreno para a substituição dos estigmatizados por produtos geralmente mais caros, mais "simbólicos", mais alinhados ao gosto das classes que comandam o discurso.
Quando a ciência é transformada em doutrina, perde-se o espírito científico. Quando o método científico é destruído pelo consenso convencionado, a dúvida cede lugar à certeza militante. A crítica metodológica é tratada como ataque pessoal. A divergência é rotulada como “defesa da indústria”. A revisão é vista como heresia. A discordância é rotulada como "negacionista".
Posto isso, a complexidade da alimentação humana é comprimida em slogans que cabem em campanhas de marketing e políticas simplificadoras: a neurolinguística da "novilíngua".
Instala-se a expulsão intelectual. Quem pede nuance é isolado, quem questiona é suspeito, quem recusa o dogma é empurrado para fora do debate legítimo.
3. O mercado premium como agente de valorização
Neil Smith descreveu a gentrificação urbana como exploração da rent gap: a diferença entre o valor atual de um imóvel e seu valor potencial após requalificação.
No campo alimentar, a lógica é idêntica.
A salsicha, o macarrão instantâneo, o biscoito recheado têm baixo valor simbólico. São associados à pressa, à falta de dinheiro, à vida real. Seus “substitutos naturais” são os orgânicos gourmet, produtos “clean label”, pães artesanais de boutique, suplementos “naturais”... Alimentos “sem”, cujo valor simbólico torna-se altíssimo, associados à pureza, ao autocontrole, à consciência, à distinção.
A diferença entre esses dois valores é a rent gap alimentar, e o mercado premium se especializou em explorá-la.
Demoniza-se o alimento popular, requalifica-se o alimento de prestígio e captura-se a margem. A retórica da saúde funciona como estratégia de diferenciação de mercado. A pureza vira mercadoria e, como toda mercadoria de prestígio, serve para marcar diferença e preço.
A gentrificação alimentar expulsa pelo bolso.
O alimento acessível é deslegitimado; torna-se "não recomendável". O alimento caro é glorificado, não apenas por ser raro ou uma forma social de exibir renda... mas por ser o "recomendado".
4. A captura institucional como motor da transformação
Nenhuma gentrificação se faz sem alianças.
No urbanismo, incorporadoras, prefeituras, mídia e consultorias constroem juntas a narrativa da “revitalização”.
Na alimentação, a coalizão é semelhante: indústria do “natural”, setores da academia, ONGs de saúde, organismos internacionais e influenciadores formam um ecossistema que legitima a substituição.
A indústria financia pesquisas, patrocina eventos, apoia organizações, alimenta campanhas. A academia fornece autoridade, chancela conceitos, participa de comitês, influencia políticas públicas. ONGs e coletivos produzem pressão social, mobilizam opinião pública, criam urgência moral. Influenciadores e criadores de conteúdo difundem o imaginário, transformam conceitos técnicos em slogans emocionais.
A narrativa deixa de ser espontânea e passa a ser arquitetada. A fronteira entre ciência, ativismo e marketing se dissolve. A gentrificação alimentar deixa de ser um efeito colateral e se torna um projeto.
5. O Estado como agente de expulsão fiscal e regulatória
No urbanismo, o Estado atua com zoneamento, incentivos fiscais, parcerias público-privadas, aumento de impostos. Na alimentação, atua com taxações específicas, rotulagens alarmistas, restrições de venda, proibições em ambientes públicos, barreiras regulatórias.
Taxar alimentos populares sob o pretexto de “proteger a saúde” é uma forma elegante de aumentar arrecadação sem assumir que se está aumentando impostos. Rotulagens que transformam a prateleira em painel de advertências funcionam como decretos de “área de risco”. Restrições de publicidade e de circulação de certos produtos operam como fechamento de comércios tradicionais.
O Estado se apresenta como guardião da saúde pública, mas, na prática, participa ativamente da expulsão. A política pública, quando capturada por moralismos e por interesses de mercado, transforma-se em dirigismo alimentar.
6. A moralidade como acabamento da exclusão
Toda gentrificação precisa de uma estética.
No urbanismo, ela é dissimulada no ordenamento urbano que ignora a pobreza local consolidada, na regularização fundiária higienista, na fachada restaurada, no grafite autorizado, na cafeteria minimalista.
Na alimentação, a gentrificação aparece na moralidade.
Comer “natural” vira virtude. Comer industrializado vira falha.
Comer barato passa a ser visto como escolha errada, e não como consequência de renda, tempo e contexto.
Comer simples é tratado como ignorância. A mesa vira palco de superioridade moral.
A moralidade é o acabamento final da gentrificação alimentar. Ela transforma exclusão em mérito, desigualdade em escolha, precariedade em culpa.
O indivíduo não é apenas alguém que depende de alimentos acessíveis: é alguém que “deveria saber” que não deveria depender deles.
III. Da cidade ao prato: a transposição filosófica
A gentrificação alimentar não é apenas uma metáfora inspirada na gentrificação urbana. Ela repete, no campo da comida, a mesma racionalidade que reorganiza bairros, expulsa moradores e reconfigura cidades.
A produção do espaço, em Lefebvre, é a produção de um campo de possibilidades e impossibilidades. O espaço urbano é moldado pelo capital para gerar mais capital. O espaço alimentar é moldado por discursos, regulações e mercados para gerar valor simbólico e econômico. Em ambos os casos, o valor de troca se impõe sobre o valor de uso.
O direito à cidade, conceito que expressa o direito de permanecer, de participar, de usufruir do espaço urbano, encontra seu paralelo no direito à comida.
O direito de permanecer em um bairro tem correspondência direta com o direito de permanecer em um padrão alimentar. Quando políticas públicas, moralismos e mercados expulsam alimentos acessíveis, expulsam também o direito de escolha.
A rent gap urbana é a diferença entre o valor atual de um imóvel e seu valor potencial após requalificação. Isso encontra equivalente alimentar: a diferença entre o valor simbólico de um alimento popular e o valor simbólico de seu substituto gourmet.
Assim, a “degradação” do alimento barato, em especial o processado, é usada como justificativa para sua substituição, tal qual a degradação urbana é usada para justificar remoções.
A falsa revitalização também se repete. Bairros são “revitalizados” expulsando seus moradores; a alimentação é “revitalizada” expulsando seus consumidores.
A cultura alimentar popular é transformada em cenário estético para consumo de classes mais altas... mas sem o povo que a criou.
A mercantilização da natureza e da cultura, tão discutida na green gentrification, reaparece na forma de uma pureza alimentar que melhora a paisagem simbólica, mas encarece o acesso à qualidade de vida.
IV. Economia verde, dirigismo e Estado de Direito
A gentrificação alimentar não pode ser compreendida isoladamente. Ela se insere em um contexto mais amplo, em que o vetor ambiental se tornou componente estratégico da economia, da geopolítica e da formulação de políticas públicas.
A economia contemporânea é obrigada a lidar com a escassez de recursos ambientais e insumos energéticos. A gestão ecológica dos recursos segue uma lógica econômica: ocorre em função do risco e da escassez. A economia verde surge como tentativa de articular funcionalidade econômica e funcionalidade ambiental, conferindo racionalidade à proteção ecológica e ao desenvolvimento sustentável.
Nesse contexto, a democracia e o Estado de Direito não são acessórios: são condições de legitimidade.
A estrutura normativa da economia verde situa o humanismo como elemento central e a erradicação da pobreza e das disparidades regionais como objetivo. O ser humano é apontado como “centro das preocupações do desenvolvimento sustentável”, e a cooperação para erradicar a pobreza é definida como requisito indispensável para o desenvolvimento.
A proteção ambiental, por sua vez, é declarada parte integrante do processo de desenvolvimento, e não algo separado dele. Esse ponto é crucial: ele funciona como alerta contra as armadilhas comportamentais da nova economia globalizada, entre elas o biocentrismo, a estatolatria ecofascista e o neocolonialismo ecocêntrico.
O biocentrismo desloca o ser humano do centro das preocupações com o equilíbrio ambiental e opõe uma “natureza original” à “barbárie humana”. A flora e a fauna são equiparadas ao ser humano como sujeitos de direito, e a norma ambiental passa a operar como instrumento de desumanização. A estatolatria ecofascista é a prática política desse biocentrismo: o Estado-pai relativiza direitos fundamentais, estigmatiza comportamentos individuais, criminaliza condutas cotidianas em nome de um suposto “interesse superior”.
Nesse cenário, a correção política é convertida em norma opressora. O que não é “politicamente correto” torna-se contrário ao “interesse público”. O ativismo judicial, autorizado por essa bandeira, corrói o Estado de Direito. Condutas “nocivas” são reprimidas didaticamente por meio do medo, usado como mecanismo de controle coletivo. O constrangimento moral vira regra. A entropia burocrática paralisa decisões. A concentração regulatória induz à concentração econômica e afugenta investimentos.
Na outra ponta, o neocolonialismo ecocêntrico relativiza a soberania nacional. Uma suposta “governança mundial” busca submeter países emergentes a critérios ambientais definidos por blocos econômicos e sistemas financeiros multinacionais. Políticas desenvolvimentistas, expansão agrícola, infraestrutura e industrialização são combatidas em nome de um “interesse global” no “bom uso” dos recursos naturais. Barreiras não tarifárias são erguidas, embargos são impostos, produtos são desvalorizados.
A gentrificação alimentar se encaixa nesse quadro. Ela é uma forma de dirigismo que, sob o pretexto de proteger a saúde e o ambiente, restringe o direito de escolha, penaliza a pobreza, reforça dependências e abre espaço para pressões externas. Ao demonizar alimentos populares, ela fragiliza cadeias produtivas, deslegitima sistemas alimentares nacionais, cria vulnerabilidades que podem ser exploradas por interesses geopolíticos e econômicos.
V. Democracia, soberania alimentar e responsabilidade dos decisores
A economia verde, para ser legítima, precisa navegar sem motins a bordo. Isso significa resgatar o humanismo, buscar igualdade de armas no comércio internacional, preservar a vontade soberana dos países e respeitar as instituições democráticas. Significa, também, reconhecer que a alimentação é um campo sensível, onde políticas mal desenhadas podem produzir exclusão, ressentimento e instabilidade.
Conclusão — A mesa como fronteira da democracia
A gentrificação alimentar reorganiza mercados, molda políticas públicas, redefine padrões de consumo, afeta a soberania alimentar e pressiona o Estado de Direito. Não se trata de um detalhe cultural, nem de uma disputa estética sobre rótulos ou dietas. Trata-se de um fenômeno estrutural, que opera no coração das relações entre economia, política e liberdade.
Ao transformar alimentos populares em territórios moralmente suspeitos, o processo desloca o eixo da escolha individual para o da tutela institucional. Ao requalificar produtos caros como moralmente superiores, cria-se uma nova fronteira de distinção social. Ao mobilizar ciência, ativismo, mercado e Estado em torno de uma narrativa única, instala-se um dirigismo que ultrapassa a saúde pública e alcança a esfera das liberdades civis.
Esse movimento tem consequências diretas para a democracia. A alimentação é uma das práticas humanas mais íntimas, cotidianas e universais. Quando ela se torna objeto de controle simbólico, fiscal e regulatório, abre-se espaço para formas sutis — e eficazes — de disciplinamento social. A mesa, que deveria ser espaço de convivência e autonomia, converte-se em instrumento de distinção, vigilância e exclusão.
Por isso, decisores da indústria e de políticas públicas precisam compreender que:
- defender a liberdade de escolha alimentar é defender a democracia;
- proteger o alimento acessível é proteger a coesão social;
- resistir ao moralismo alimentar é resistir ao autoritarismo;
- enfrentar o dirigismo é enfrentar o neocolonialismo regulatório;
- reconhecer o valor de uso da comida é reconhecer a dignidade de quem depende dela.
A alimentação tornou-se um dos principais campos de disputa simbólica, econômica e política do século XXI.
Quem controla a narrativa alimentar controla comportamentos, mercados e políticas públicas.
Como toda gentrificação, o processo de dirigismo estético expulsa silenciosamente aqueles que têm menos poder para resistir. Vale dizer: expulsos da cidade, expulsos do mercado, expulsos da própria mesa.
A gentrificação alimentar expulsa o povo da própria mesa e ainda o responsabiliza por isso.
Esse é o mecanismo mais perverso: transformar desigualdade em culpa, precariedade em falha individual, exclusão em escolha.
Reconhecer esse processo é o primeiro passo para enfrentá-lo.
O segundo é recolocar o ser humano, a liberdade e a justiça social no centro das preocupações com a saúde, o ambiente e a economia. Sem isso, qualquer projeto de sustentabilidade estará condenado a repetir, no prato, as mesmas injustiças que já se conhecem nas cidades.
A defesa da soberania alimentar, da autonomia individual e do Estado de Direito não mero apêndice do debate nutricional: é sua espinha dorsal.
A mesa é, hoje, uma das fronteiras mais sensíveis da democracia. E é nela que se decidirá se caminhamos para uma sociedade livre e plural ou para um futuro em que o que comemos será decidido por outros...
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Antonio Fernando Pinheiro Pedro é advogado (USP), jornalista, conselheiro estratégico e consultor ambiental, com serviços prestados artigos e capítulos escritos e publicados em revistas e coletâneas nacionais e internacionais.Autor da Obra "O Direito Ambiental no Contexto da Complexidade Social" (Ed. Dia a Dia Forense), e de estudos publicados junto a organismos multilaterais como a ONU (UNICRI - United Nations Interregional Crime Research Institute e UNDP - United Nations Development Program), Banco Mundial e IFC. Foi integrante do Green Economy Task Force da Câmara de Comércio Internacional, Presidente do Comitê de Meio Ambiente da AMCHAM, da Comissão de Meio Ambiente da OAB/SP, da Cãmara de Legislação do CEBDS, dentre vários outros conselhos e órgãos colegiados. Sócio fundador do escritório Pinheiro Pedro Advogados e diretor da AICA - Agência de Inteligência Corporativa e Ambiental, é membro do Conselho Superior de Estudos Nacionais e Política da FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Presidente da UNIÁGUA - Instituto Universidade da Água e Vice-Presidente da Associação Paulista de Imprensa - API. É Editor-Chefe do Portal Ambiente Legal e responsável pelo blog The Eagle View.

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