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quinta-feira, 17 de setembro de 2026

O AGRO PRECISA SAIR DA ESTEIRA DE EXTRAÇÃO

  O Descompasso entre a Terra, o Dinheiro e o Estado

 
 

 

O Campo, A Cidade, O grão, A Moeda (Imagem AFPP-IA)

 

 

Por  Antonio Fernando Pinheiro Pedro e Rafael Abrão Possik

 

 

"Há uma má compreensão do mercado financeiro brasileiro com relação ao principal negócio do país: o agronegócio. Essa má compreensão leva a profundas distorções na economia agrícola. Primeiro, o incessante foco na liquidez para as operações, com perda do sentido da própria economia agrícola, que é centrada nos bens imobilizados: equipamentos, insumos e propriedades. Isso acaba obrigando o produtor a desenvolver uma administração voltada para a liquidez em dinheiro, com perda da capacidade de reinvestimento na agricultura. Segundo, o foco cego no faturamento, quando na verdade o foco deveria ser no lucro. Essa disfunção provoca superprodução com risco permanente de quebra de safra e pouca lucratividade. Na verdade, se o produtor 'produzisse menos', e 'lucrasse mais' - o negócio seria muito mais sustentável. E nesse aspecto, a medíocre política pública implementada pelo governo, que não se preocupa com a infraestrutura de apoio, logística e de estocagem, contribui para a distorção. Na outra ponta desses dois fatores, de todo modo, está o mercado financeiro e sua 'tara' por liquidez e disponibilidade de só lidar com o dinheiro... o faturamento... e não para a produção."


 

Preâmbulo

 

A narrativa corrente sobre o agronegócio brasileiro costuma repousar em sucessivos recordes de produtividade, saldos robustos na balança comercial e na velocidade de modernização técnica do campo.

Sob a aparente estabilidade desses indicadores, opera uma distorção silenciosa e progressiva: a submissão de uma economia de ciclos biológicos longos às métricas de curto prazo formuladas pela lógica bancária urbana. Ao transplantar critérios de balanço corporativo e de liquidez mercantil para a lida com o solo, o arranjo econômico vigente drena o fôlego financeiro das propriedades, inviabiliza a retenção de valor no território nacional e perpetua um modelo em que a fazenda atua como mera geradora de volume para a captura de margem por agentes intermediários.

Nossa Tese Central, neste ensaio, é que o modelo econômico do agronegócio brasileiro opera sob uma distorção estrutural crítica: a imposição da régua de curto prazo, liquidez bancária e volume nominal da Faria Lima sobre uma atividade de base imobilizada e ciclo biológico lento.

Esse descompasso, combinado à ausência de infraestrutura de armazenagem e à asfixia do cooperativismo de crédito, transforma o campo em uma esteira puramente extrativa — na qual o produtor corre atrás de faturamento com margens comprimidas, enquanto a riqueza gerada pela terra evade do território nacional em direção a tradings internacionais e ao cartel financeiro.


A Desfiguração dos Ativos e a Tirania do Caixa

  

A sustentação material de qualquer lavoura ou pecuária reside nos ativos de capital de longa maturação. 

A fertilidade da terra decorre de anos consecutivos de correção de solo, adubação de base e manejo biológico continuado, da mesma forma que maquinários, sistemas de irrigação e estruturas físicas exigem períodos dilatados de amortização patrimonial.

Nada disso é levado em conta no atual desenho do crédito contemporâneo, que impõe ao produtor uma administração quase febril voltada à geração imediata de disponibilidades em dinheiro.

Para fazer frente às exigências bancárias de garantias altamente líquidas e índices correntes inflados, o agricultor canaliza sua capacidade de poupança para a manutenção de saldo bancário, sacrificando o reinvestimento contínuo nas benfeitorias da propriedade.

 

 

Essa exigência por liquidez distorce a própria conduta produtiva ao privilegiar o volume bruto faturado sobre a margem real de retorno.

Como os tetos de financiamento institucional e os limites concedidos por fornecedores costumam ser calibrados pela área cultivada e pela estimativa de faturamento nominal, instala-se uma corrida pela ampliação contínua da colheita.

Nesse diapasão, nas safras marcadas por cotações deprimidas, a resposta padrão passa a ser o plantio em áreas marginais, seguida pela busca incessante por sacas adicionais, unicamente para preservar a elegibilidade a novos recursos e rolar compromissos passados.

A superprodução resultante inunda o mercado nos momentos de colheita e amplia a vulnerabilidade a quebras climáticas, convertendo o ganho operacional em números vazios que mal cobrem o custo de reposição da terra e dos equipamentos.

 

Dimensão da Operação

A Lógica da Economia Agrícola

A Imposição Financeira Urbana

Horizonte Temporal

Plurianual; atrelado a safras, recuperação de solo e ciclos biológicos.

Trimestral e de curto prazo; subordinado a balanços e rolagem de dívidas.

Natureza dos Ativos

Imobilizados; baseados em terra tratada, maquinário, silos e benfeitorias.

Líquidos; medidos em saldos em conta, títulos negociáveis e garantias de pronto resgate.

Métrica de Sucesso

Retorno operacional líquido sobre o capital imobilizado (margem de lucro real).

Escala de faturamento bruto e volume físico de sacas produzidas.

Destino do Excedente

Reinvestimento na produtividade do solo, mecanização e infraestrutura de ponta.

Retenção preventiva de caixa para honrar encargos financeiros e exigências de liquidez.

 


A Drenagem Territorial e o Modelo Logístico de Duto


O isolamento financeiro do produtor encontra complemento direto na carência de infraestrutura física voltada à guarda e ao beneficiamento da produção. O país consolidou uma malha logística orientada quase que exclusivamente ao escoamento em linha reta, na qual o produto sai diretamente da colheitadeira para a caçamba do caminhão e desta para o terminal portuário.

O déficit crônico de armazéns e silos nas próprias propriedades ou em cooperativas regionais retira do agricultor qualquer poder de barganha temporal, transformando a venda imediata em um imperativo logístico para que a colheita não se deteriore a céu aberto.


──> Capital evade o território nacional

Essa rotina do "assando e comendo / produzindo e exportando" impede terminantemente o capital de estacionar no território nacional.

Sem capacidade física para manter grãos estocados e irradiados em silos de qualidade, a riqueza gerada pela terra não cria lastro para gerar novos frigoríficos, verticalizar a transformação de proteína animal ou abastecer e fortalecer o mercado interno.

A matéria-prima bruta transita pelas estradas sem fixar raízes nas cidades do interior, transferindo os ganhos de arbitragem comercial, as margens de armazenagem e o valor da industrialização para as tradings internacionais e operadores portuários. Isso perpetua o interior agrícola como um enclave puramente extrativo.

 

A Rigidez Cartelizada e o Sufocamento Cooperativo

  

As duas pontas dessa equação precisam ser revistas e reavaliadas de forma simultânea.

A concentração extrema do sistema de financiamento nos grandes bancos cartelizados segue exatamente a mesmíssima cartilha operacional. Esse cartel da mesmice, além de medíocre, destrói e impede a organização de cooperativas de crédito genuinamente voltadas à garantia de uma produção de qualidade.

Ao padronizarem contratos com exigências prudenciais concebidas para o comércio urbano e o crédito ao consumo, as instituições tradicionais ignoram o tempo de resposta da lavoura. Usam os recursos equalizados de programas oficiais para empurrar reciprocidades financeiras que terminam por asfixiar o produtor.

O cooperativismo de crédito, vocacionado para ser o elo paciente e capilarizado de sustentação no campo, acaba tragado pelas mesmas amarras normativas do cartel financeiro.

Pressionadas a cumprir exigências de liquidez desenhadas para conglomerados universais, as cooperativas rurais perdem a liberdade de financiar o investimento de longo prazo na infraestrutura coletiva, na armazenagem compartilhada e na verticalização industrial das pequenas e médias propriedades.

Dessa forma, em vez de garantir a solidez e a qualidade da produção regional, as entidades cooperativadas são coagidas a replicar o modelo bancário convencional de antecipação de custeios de curto prazo. 

O fenômeno, posto dessa forma, só aprofunda o ciclo de dependência do agricultor perante o mercado à vista.


O Estrangulamento Tributário no Ponto de Partida

  

A evolução do arcabouço fiscal só agrava o quadro. 

A tendência de recolhimento tributário no ato da transação, opera como um golpe severo sobre a gestão financeira rural.

Em uma atividade onde os desembolsos com sementes, defensivos, fertilizantes e combustíveis ocorrem meses antes de qualquer colheita, a drenagem instantânea de caixa imposta pelo Fisco, suprime a flexibilidade comercial construída historicamente pelas trocas operacionais e pagamentos com vencimento na safra.

 

Impacto Tributário no Campo

Mecânica Prática

Efeito na Estrutura do Negócio

Retenção no Fato Gerador

Tributação cobrada no momento exato do faturamento ou aquisição de insumos.

Descapitalização prematura antes da conversão física e financeira da safra.

Dependência de Crédito Fiscal

Promessa de compensação escritural de tributos incidentes sobre insumos.

Criação de saldos credores ilíquidos, retidos na lentidão dos órgãos estatais.

Financiamento do Tributo

Ausência de caixa para quitar impostos antecipados sobre insumos.

Tomada de empréstimos bancários a juros de mercado unicamente para pagar tributos.

Assimetria Competitiva

Grandes tradings absorvem atritos fiscais via planejamento corporativo amplo.

Produtores médios perdem competitividade e são empurrados à subordinação contratual.

 

A reforma tributária irá agravar o problema. A cobrança no ato desconhece a distinção elementar entre liquidez circulante e valor econômico em formação. Ao exigir tributos em espécie, de recursos que ainda estão incorporados à terra ou ao desenvolvimento biológico das plantas e dos rebanhos, o sistema empurra o produtor de volta aos balcões de empréstimo para financiar a própria carga tributária.

É dessa forma que o regime tributário pereniza a transferência contínua de renda do trabalho na terra para o setor financeiro e amplia a dependência deste, das grandes corporações logísticas, esvaziando a capacidade de investimento patrimonial que sustentaria uma agricultura verdadeiramente rentável e enraizada no desenvolvimento do país.

O modelo econômico do agronegócio brasileiro, como visto, sofre de profunda disfunção cognitiva. Opera sob a régua de curto prazo, liquidez bancária e volume nominal ditados por “luminares” de mesa, postados na Faria Lima, que de suas mesas não enxergam a atividade de base imobilizada e ciclo biológico lento.

O descompasso, combinado à ausência de infraestrutura de armazenagem e à asfixia do cooperativismo de crédito, transforma o campo em uma esteira puramente extrativa, na qual o produtor corre atrás de faturamento com margens comprimidas, enquanto a riqueza gerada pela terra evade do território nacional em direção a tradings internacionais e ao cartel financeiro.

 

Diagnóstico Estrutural

 

Em suma, as distorções apontadas perfazem um problema grave de ordem estrutural, concentrado, resumidamente:

 

  • Na Tirania da Liquidez vs. Patrimônio Imobilizado: A agricultura demanda reinvestimento contínuo em ativos de maturação lenta (solo, maquinário, silos). As exigências de liquidez imediata drenam o capital de giro para honrar dívidas correntes, forçando o uso de instrumentos paliativos (barter, títulos privados) que transferem o prêmio de risco para intermediários.

 

  • Na Ilusão do Faturamento e a Superprodução: Linhas de crédito calibradas por faturamento bruto e área plantada empurram o produtor para a expansão predatória de volume. O modelo penaliza a lógica sustentável do "produzir menos com maior margem unitária", inundando o mercado na colheita e elevando o risco de quebra de safra.

 

  • No Vazio Logístico e o Esvaziamento Territorial: O déficit severo de silos nas propriedades consolida o modelo do "assando e comendo — produzindo e exportando". Sem capacidade de retenção temporal, o grão cru é escoado em linha reta aos portos, impedindo o capital de "estacionar" no interior para desenvolver frigoríficos, agroindústrias e abastecimento estável do mercado interno.

 

  • No Cartel Bancário e a Inibição Cooperativa: As cooperativas de crédito rural — agentes naturais de fomento à qualidade e paciência produtiva — são forçadas a replicar a mesma matriz regulatória e de risco dos grandes bancos comerciais, restringindo-se à concessão de custeio de curto prazo.

 

  • No Estrangulamento Tributário no Fato Gerador: A cobrança de tributos no ato da transação (via retenção imediata/split payment) sangra o caixa do produtor meses antes da colheita. Os créditos fiscais acumulados tornam-se ativos ilíquidos represados pelo Estado, forçando o agricultor a tomar crédito bancário caro para pagar impostos antecipados.

 

Caminhos Construtivos

 

Desatar os nós Financeiro, Logístico e Tributário é a principal missão para superar a disfunção estrutural. A superação exige uma refundação deliberada das regras que conectam o campo ao capital e ao Estado.

Em primeiro lugar, no campo financeiro, faz-se imperativo desvincular as cooperativas de crédito da matriz regulatória dos bancos universais. Para tanto será necessário instituir uma régua prudencial própria, que pondere o risco rural pelo histórico produtivo e pela preservação agronômica da terra, e não por saldos líquidos imediatos.

A descentralização da equalização do crédito oficial deve priorizar o financiamento direto à infraestrutura patrimonial - como redes de armazéns na ponta da lavoura e silos intermediários nos municípios produtores. A providência permitirá ao agricultor reter a colheita, escolher a janela comercial e romper a submissão aos preços da boca de safra.

A autonomia física de estocagem deverá se articular a um plano nacional de verticalização, de forma a criar condições para o capital estacionar no interior. De fato, em vez de subsidiar o escoamento contínuo de grãos brutos para os portos, uma política de fomento à produção deverá incentivar a implantação de parques agroindustriais, indústrias de moagem, fábricas de ração e plantas frigoríficas de médio porte, geridas por consórcios e cooperativas locais.

Ao transformar grãos, carnes, laticínios e derivados com alta densidade de valor, no próprio território, o país ganha o poder de reter o prêmio do beneficiamento, fortalecer a oferta de alimentos para o mercado doméstico e reduzir a vulnerabilidade da cadeia agropecuária às oscilações dos fretes internacionais.

Uma política de agricultura urbana, acompanhada de uma política tributária que resgate o imposto rural devido pela função conferida à propriedade – não por sua mera localização, poderá ampliar sobremaneira a cultura hortifrutigranjeira, gerando maior segurança alimentar e resiliência das grandes e médias cidades.

No âmbito tributário, a reforma efetiva necessária deverá reconhecer o descompasso natural entre o desembolso do produtor e o retorno financeiro da safra. Mecanismos que pretendam capturar tributos no ato da operação necessitam incorporar cláusulas de diferimento para a produção rural primária. Isso poderia postergar o recolhimento efetivo para a liquidação comercial final, banindo qualquer retenção automática de caixa na compra de insumos operacionais. Paralelamente a isso, os créditos tributários decorrentes da aquisição de defensivos, fertilizantes, máquinas e combustíveis devem ter liquidação automática e expedita, convertidos de imediato em abatimentos de encargos sociais, obrigações de seguridade ou compensação direta com fornecedores.

Quando a cobrança fiscal respeitar todo o ciclo do agro (inserido o essencial ciclo biológico da colheita), o cooperativismo livrar-se solto da tutela bancária medíocre e expropriatória, a infraestrutura propiciar suporte físico e guarda dos estoques e a industrialização regional  assegurar a produção,  o agronegócio deixará de ser a esteira linear de extração de matéria-prima para exportação e deleite de cartéis, para consolidar-se como uma economia patrimonial sólida, rentável e verdadeiramente comprometida com o enriquecimento do Brasil. 




 

Anexo I - Síntese das Teses e Propostas

Dimensão Estrutural

Diagnóstico do Gargalo Atual

Diretriz de Solução Propositiva

Impacto Esperado no Negócio

Financiamento & Cooperativismo

Cartelização bancária e imposição de métricas de liquidez de curto prazo, estrangulando o crédito cooperativo paciente.

Marco prudencial autônomo para cooperativas de crédito, calibrado por margem de retorno operacional e capacidade produtiva do solo.

Recapitalização patrimonial da fazenda e redução do custo com juros e garantias líquidas artificiais.

Gestão Operacional (Faturamento vs. Lucro)

Foco cego em volume e faturamento para sustentar limites bancários, gerando superprodução e quebras com margens deprimidas

Deslocamento da métrica de eficiência para a margem EBITDA e retorno sobre capital, legitimando o modelo de menor volume com maior lucro.

Estabilidade financeira do produtor, mitigação de riscos climáticos e sustentabilidade do solo.

Logística & Armazenagem

Déficit severo de silos; lógica do "assando e comendo" com venda forçada na colheita e escoamento em duto lavoura-porto.

Fomento prioritário para estocagem primária (na fazenda) e polos de armazenagem irradiada em cooperativas municipais.

Fim da condição de tomador de preço; soberania temporal para negociar cotações em janelas favoráveis.

Verticalização Territorial

Evasão imediata da matéria-prima bruta, impedindo o capital de "estacionar" no interior do país.

Incentivos fiscais e de capital paciente para consórcios regionais erguerem frigoríficos, usinas e indústrias de transformação de proteína.

Retenção da riqueza e dos empregos qualificados no território nacional e fortalecimento do mercado interno.

Regime Tributário

Sangria imediata de caixa por retenções no fato gerador e acúmulo de créditos fiscais ilíquidos e corroídos.

Diferimento fiscal da atividade primária até a comercialização final da safra e ressarcimento/compensação automática de créditos de insumos.

Preservação do capital de giro operacional sem endividamento forçado para quitação de tributos antecipados.

 

Anexo II - Matriz de Transição e Propostas de Ação

 

Eixo Estrutural

Gargalo Vigente

Diretriz de Reforma Propositiva

Financiamento & Governança

Cartelização bancária; crédito atrelado a faturamento bruto e garantias líquidas.

Marco prudencial autônomo para cooperativas de crédito, calibrando limites por margem operacional (EBITDA) e saúde do solo, e não por volume de caixa.

Infraestrutura & Território

Logística de duto lavoura-porto; incapacidade crônica de retenção de safra.

Priorização absoluta de fomento público-privado para armazenagem na fazenda e silos municipais, assegurando a soberania temporal de venda ao produtor.

Industrialização Regional

Evasão do grão in natura sem agregação de valor local.

Incentivos fiscais e linhas de capital paciente para consórcios cooperativos implantarem processamento de ração, laticínios e plantas frigoríficas no interior.

Regime Tributário

Sangria imediata de caixa na aquisição de insumos e retenções na transação.

Diferimento da tributação primária para a liquidação comercial da safra e compensação automática e líquida de créditos de insumos contra tributos federais e encargos.

 

 

Rafael Possik Jr. e Fernando Pinheiro Pedro

Antonio Fernando Pinheiro Pedro é advogado (USP), jornalista e consultor ambiental. Exerceu o cargo pioneiro de Secretário Executivo de Mudanças Climáticas do Município de São Paulo, de junho de 2021 a julho de 2023. Sócio fundador do escritório Pinheiro Pedro Advogados, é diretor da AICA - Agência de Inteligência Corporativa e Ambiental. Membro do Instituto dos Advogados Brasileiros – IAB e Vice-Presidente da Associação Paulista de Imprensa - API. Foi o 1o. presidente da Comissão de Meio Ambiente da OAB/SP, presidente da Câmara Técnica de Legislação do CEBDS, presidente do Comitê de Meio Ambiente da AMCHAM, coordenador da equipe encarregada de elaborar o substitutivo do PL, no mandato do Relator - Dep. Mendes Thame, que resultou na Lei de Política Nacional de Mudanças Climáticas,  consultor do governo brasileiro, do Banco Mundial, da ONU e vários outros organismos encarregados de aperfeiçoar o arcabouço legal e institucional do Estado no Brasil, integra o Centro de Estudos Estratégicos do Think Tank Iniciativa DEX, é Conselheiro  integrante do Conselho Superior de Estudos Nacionais e Política da FIESP, Presidente da Associação Universidade da Água - UNIÁGUA, Editor-Chefe do Portal Ambiente Legal e responsável pelo blog The Eagle View. 

Rafael Possik Jr. é estrategista em gestão, políticas públicas e inteligência corporativa. É Assessor Especial na SP Negócios, onde aplica conceitos de estratégia militar à promoção de investimentos e exportações em São Paulo. Sócio da AICA — consultoria em agronegócio, energia e sustentabilidade — lidera projetos voltados à inovação e transição verde, conectando viabilidade econômica com impacto ambiental positivo. Agro-empreendedor e professor de Agronegócio na FAAP, preside a associação de ex-alunos da instituição. 


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