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quinta-feira, 23 de abril de 2026

QUISERAM DESTRUIR A REPUTAÇÃO DE UM HOMEM HONRADO

 UMA HISTÓRIA MAL CONTADA E ARQUITETADA  CONTRA O COMANDANTE GERAL DA PM PAULISTA


Cel PM José Augusto Coutinho


Por Antonio Ferreira Pinto


Vejo com muita indignação a forma com que a honra do Ex-Comandante Geral da Polícia Militar, JOSÉ AUGUSTO COUTINHO é denegrida com artimanhas levianas e predatórias.

Ocupei a Pasta da Segurança Pública por quase 04 anos e antes a Secretaria da Administração Penitenciária por 03 anos, no período mais agudo do sistema prisional.

Também abordo o tema como integrante do Ministério Público por 33 anos.

Não posso silenciar ante tantas incoerências que alimentam o noticiário sobre a demissão do Comandante Geral, com quem não tenho qualquer laço de amizade.

Como entender que o Promotor Lincoln Gakya tenha levado apenas informalmente em 30 de novembro de 2021 ao Coronel Coutinho prova de que houve vazamento para o PCC de reunião sigilosa por alguém de um grupo de 08 integrantes da Rota e só agora, decorridos mais de 4 (quatro) anos, o caso venha à tona?

Promotor de Justiça Criminal sempre requisita inquérito policial quando indícios de crimes chegam à Promotoria de Justiça.

Esse é um dever de ofício.

Promotor não age oficiosamente, não se presta a confidências.

Obedece aos princípios da Oficialidade, Obrigatoriedade e Indisponibilidade

Como entender que em entrevista a jornal de grande circulação, o Promotor confirme que tinha em seu poder a gravação de um depoimento de integrante da facção, exibiu-a ao Coronel e depois de 04 anos conclua: “Não tenho conhecimento de quais providências foram tomadas a respeito do assunto pelo Coutinho”.

As aspas são da reportagem

Causa perplexidade que tema gravíssimo, de suposto envolvimento de integrantes da Rota com o PCC, tenha ficado tanto tempo sem apuração, com suposta passividade do órgão acusatório.

Como entender que o Promotor de Justiça de larga experiência, com quem trabalhei por muitos anos e sempre admirei, citado no “Wall Street Journal” (edição de 20.04.2026) como principal referência ao combate do PCC no Brasil, não tenha se utilizado de comunicação oficial ao então Secretário da Segurança Pública, ou ao Comando Geral, ou ao Centro Integrado de Inteligência da PM ou à Corregedoria da PM?

Afinal era o Promotor e não o Coronel, que tinha em mãos um acervo probatório com delação, confissão de presidiário e gravações e a Corporação, por esses órgãos já citados necessitava desse material para pronta intervenção.

Como entender que sendo o titular da ação penal, o festejado Promotor muito mais tarde figure como mera testemunha de um tardio inquérito policial e confirme não saber quais providências foram adotadas?

Forçoso reconhecer que seu trabalho de prestígio internacional contrasta com essa suposta inércia.

A conta não fecha.

Como entender que o peso de seu depoimento, como se alardeia, tenha o condão de provocar, muitos anos depois, a demissão de um Comandante Geral se a própria postura do Promotor, no aspecto funcional, seria questionável?

A história está mal contada e, pelo que depreendo, estão jogando todo o fardo nas costas do Promotor Gakya.

O Promotor falou? Está falado! Destitua-se o Comandante Geral!!!

Não é bem assim!!! Faço minhas as palavras do ilustre Promotor no programa Ponto de Vista da Veja: “Não se abandona o combate ao crime organizado. Não se abandona a sociedade. Não se abandona o dever”.

Infelizmente o dever funcional, inerente ao Ministério Público, se não foi abandonado, foi postergado, repito, por 04 anos, a vingar a versão que tem origem na própria Corporação.

Não há como fugir desta constatação.

Ao que tudo indica o interminável “inquérito das fakenews” do nosso (?) STF está servindo de inspiração para se obter resultados de acordo com os princípios da conveniência e oportunidade, o que é vedado em matéria penal.

A política, sempre envolta no “politicamente correto”, obrigou a alta administração afirmar que a mudança foi rotineira e nada há contra o Coronel Coutinho.

Concordo que não há nada contra o Cel. Coutinho, mas há uma honra a ser restaurada e para isso há necessidade, pelo princípio da transparência, da averiguação da conduta de 2 (dois) Coronéis que teriam atuado para a desvirtuada narrativa chegar à imprensa e desta se valer para tentar obter propósitos pessoais.

Felizmente o tiro saiu pela culatra: não conseguiram a pretensão abjeta , ante a justa e merecida nomeação da Cel. Glauce para ocupar o posto.

Escolha feliz que, tenho certeza, muito há de honrar a Corporação.

Quem ostenta o galardão de defensor da sociedade não pode se deixar manipular por interesses inconfessáveis.

Continuo a acreditar nas Instituições, apesar dos quatro anos perdidos.



Antonio Ferreira Pinto é Procurador de Justiça aposentado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. Foi Promotor de Justiça na Justiça Militar do Estado de São Paulo, Coordenador do Sistema Prisional  e Secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo. É também Oficial da Reserva da Polícia Militar do Estado. Administrou a segurança pública e a política prisional paulista nos momentos mais críticos, quando o governo foi obrigado a administrar graves crises e combater com dureza a complexa organização criminosa do PCC - Primeiro Comando da Capital, expressão mais aguda do crime organizado no Brasil.





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12 comentários:

  1. Parabéns ao nosso amigo, irmão e colega de turma TUIUTI, da Academia de Polícia Militar do Barro Branco.
    Foi claro e preciso nas suas declarações.
    Quem o conhece, sabe que ele não é homem de meias palavras!

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  2. Parabéns pela coragem! Coragem está que faltam aqueles que praticaram esta atrocidade contra um homem íntegro ! Chacais !

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  3. Fomo bem escreveu nosso querido secretário, há um fundamento jurídico para que a notícia de fato com indícios de infração penal seja formalmente levada ao conhecimento da autoridade competente, a quem incumbe o dever legal de apuração oficial.

    A omissão nesse dever compromete a credibilidade de alegações posteriores. Sustentar, após longo lapso temporal, a existência pretérita de suspeitas de natureza criminosa, sem o devido registro e instauração dos procedimentos cabíveis, equivale a atribuir caráter probatório a meras manifestações informais, destituídas de rigor e de lastro documental.

    Resta inviabilizada a aferição de elementos essenciais, tais como o conteúdo efetivamente declarado, o contexto fático em que se deu a manifestação e a relevância jurídica das informações eventualmente apresentadas.

    Ademais, revela-se ainda mais reprovável a conduta de veículos de ampla circulação que, ao conferir desproporcional destaque a tais alegações desprovidas de formalização e comprovação, contribuem para a distorção da realidade fática, em afronta aos princípios da responsabilidade informacional e da veracidade.

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  4. O Coronel Coutinho é um exemplo de oficial, de homem de família e cidadão. Sua história na PMESP é marcada pela ética e pela liderança exemplar. É lamentável ver tentativas de manchar o nome de um homem que sempre colocou a segurança do próximo acima de tudo. Sinto-me feliz e honrado de ter servido ao seu lado nos tempos de Academia e formação; sua folha de serviços e sua integridade são suas maiores defesas."

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  5. O Cel Coutinho é, sabidamente por todos, um grande líder, honrado e honesto, além de um ser humano sensacional, humilde e íntegro. O texto é irretocável e mostra o que se faz, o que se arquiteta, ardilosamente, pelo poder.

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  6. A inépcia acusatória chega a ser vexatória. Qualquer pessoa, que tenha a mínima noção a respeito da pessoa ilibada do Coronel Coutinho, jamais seria capaz de associar sua imagem a qualquer esquema ilícito.
    Lamentável a iniciativa desse sistema sórdido que muitas vezes conta com a participação de quem apenas deseja denegrir alguém para se apossar indevidamente do poder.
    Virou moda neste país acusar sem provas. O ônus da prova se inverteu. Deixou de ser de quem acusa para ser, regra geral, de quem muitas vezes é injustamente acusado.
    Estamos com o Coronel Coutinho. Um orgulho para o povo paulista e para a Instituição Bandeirante.

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  7. Cel Erick Gomes Bento24 de abril de 2026 às 10:19

    Bom dia a todos, em especial ao nosso eterno Secretário de Segurança Pública, Dr Ferreira Pinto, Procurador de Justiça renomado e respeitado em todos os rincões do Estado de São Paulo, quiçá do Brasil.
    Conheço o Cel Coutinho, Eterno Comandante-Geral da PMESP, há mais de 30 anos, e jamais teria aceitado o cargo de Subcomandante PM se não soubesse do profissional honesto, íntegro, correto e probo que é e sempre foi, detentor de um senso de justiça que poucos vi ao longo da minha carreira. Exemplo para toda a Oficialidade da nossa Gloriosa PMESP, não só porque serviu por quase 10 anos na nossa Centenária Academia de Polícia Militar do Barro Branco, mas por ter se tornado um grande líder em virtude de suas atitudes firmes e justas intercessões junto aos seus comandados ao longo da carreira.
    A Justiça tarda, mas não falha, Dr Ferreira Pinto.
    Deus, Coragem, Lealdade, Força e Honra sempre.

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  8. Análise precisa e cirúrgica do Dr. Ferreira Pinto sobre tudo o que está acontecendo com o Coronel PM Coutinho! A verdade sempre aparece, ninguém pode escondê-la por muito tempo. A honra de um homem honesto e probo não será jogada na lama por hipócritas oportunistas!!

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  9. A TRAMA DOS MEDÍOCRES: A DESCONSTRUÇÃO DE UM LÍDER DE VALOR
    É de conhecimento público e incontestável que o Coronel Coutinho personifica o que há de mais nobre na liderança militar: um homem de honestidade cristalina, integridade absoluta e uma humildade que o torna um ser humano verdadeiramente sensacional. No entanto, o que assistimos hoje é o triste espetáculo de uma injustiça orquestrada, exatamente como apontou o Dr. Ferreira Pinto em seu texto impecável, que desmascara as manobras ardilosas daqueles que usam o poder como arma de destruição.
    Esta arquitetura de desonra não surgiu do nada. Ela é o fruto podre do rancor de dois indivíduos movidos por uma inveja corrosiva. São figuras que atravessaram a vida sem nunca conquistar nada relevante por mérito próprio e que, diante da própria insignificância, sentem-se ameaçadas pelo brilho de quem lidera com exemplo e caráter.
    Incapazes de alcançar o patamar de respeito que o Coronel Coutinho desfruta perante a tropa e a sociedade, esses dois arquitetos da mentira preferiram tentar demolir a imagem de um homem honrado. É a velha tática dos pequenos: tentar derrubar os gigantes para que sua própria mediocridade não fique tão exposta. O texto do Dr. Ferreira Pinto é um grito de alerta contra esse jogo sujo, onde o caráter é sacrificado no altar de ambições mesquinhas e ressentimentos pessoais.

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  10. O texto do Dr. Ferreira Pinto é um ato de coragem e lealdade institucional que joga luz sobre as sombras de uma narrativa nitidamente fabricada. É preciso enaltecer o Cmt Geral Cel PM Coutinho, oficial de conduta ilibada, que sempre honrou a farda e o comando com dignidade, não merecendo ser alvo de artimanhas levianas após décadas de serviço. Parabenizo o Secretário Ferreira Pinto pela postura firme e pelo compromisso com a transparência ao expor as vísceras dessa trama política. No ambiente militar, a lealdade é o alicerce, quem subverte isso por interesses pessoais fere a própria essência da Corporação. A verdade real, fundamentada nos fatos e na justiça, certamente prevalecerá sobre qualquer oportunismo. Quanto aos traidores, a história é implacável: serão lembrados apenas pela pequenez de seus atos e pelo desonroso papel de arquitetos da discórdia, enquanto a honra dos justos permanecerá intacta.

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  11. Carlos Alberto Mattiuzzo25 de abril de 2026 às 09:39

    Realmente só aqueles que já foram acusados injustamente devem saber o que passa na vida de um homem justo e probo, ser tachado da forma como o foi. A verdade é uma só e ela sempre aparece nua e crua. Brilhantes palavras daqueles que escreveram anteriormente. Infelizmente a busca do poder pelo poder revela a sordidez de algumas pessoas que nunca mereceram ter vergado essa farda cinza bandeirante, nunca souberam o que é LEALDADE E CONSTÂNCIA. Com essa atitude além de enlamear a honra de um homem honesto, mancham o nome de uma instituição bicentenária. Graças a Deus e aos homens probos e Justos a verdade prevalecerá e enfim, o Coronel José Augusto Coutinho poderá olhar nos olhos de sua família e dizer que a missão foi cumprida com galhardia, apesar do Judas e do Joaquim Silvério.

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  12. Excelente matéria do Dr Ferreira Pinto. Concordo e acrescento que cada um tem sua função social e deve responder por todos seus atos e omissões, apontar outros como culpados e ainda sem direito à defesa, entendo como extremamente injusto. Recepcionei o então Cadete Coutinho no Barro Branco em 1992 e, desde então, acompanho sua linda carreira como Oficial da nossa Polícia Militar. Sempre com galhardia e honradez, motivo de orgulho e admiração de todos seus subordinados e superiores. Espero que o ocorrido não destrua a sua alegria de viver nobre Comandante. Deus sempre arruma as coisas e a colheita será farta, com excelentes frutos. Conte sempre com este admirador e tenha paciência para superar este momento difícil e deplorável. Que Deus ilumine a todos.

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