Como a Venezuela virou o cofre de um esquema transnacional que unia governos, bancos e petróleo de baixa qualidade ... até ser implodido pelos EUA
| A Grande Lavanderia Venezuelana... |
Por Antonio Fernando Pinheiro Pedro
Maduro capturado, Venezuela "encapsulada" em novo contexto de transição.
O mundo "globalista-progressista" entrou em pânico e, no Brasil, o regime acionou o modo "salvem-se todos".
A ação direta do governo Trump funcionou como um ponto de ruptura. A intervenção norte‑americana na Venezuela não apenas derrubou o regime, mas desestruturou o circuito financeiro que dependia dele.
Vejamos:
O TABULEIRO
A Reaproximação Brasil–Venezuela e o Surgimento de um Eixo Financeiro Paralelo
Durante anos, a relação entre o Brasil e a Venezuela foi tratada como um tema diplomático sensível, envolto em discursos de integração regional e cooperação energética. Mas documentos, padrões financeiros e decisões de governo revelam um quadro muito mais complexo: a formação de um mecanismo transnacional de reciclagem de recursos, operado por meio de investimentos em petróleo de baixa qualidade, sigilo diplomático e triangulações financeiras.
Analistas de inteligência passaram a chamar esse arranjo de “A Grande Lavanderia”.
Com Lula na presidência, a relação entre Brasil e Venezuela deixou de ser apenas diplomática e passou a assumir contornos econômicos e estratégicos. A retórica de integração regional serviu de pano de fundo para algo mais profundo: a criação de um canal financeiro alternativo, capaz de operar fora do alcance de órgãos de controle e, principalmente, das sanções internacionais.
A Venezuela, isolada e com acesso limitado ao sistema bancário global, tornou‑se um porto seguro para recursos que precisavam circular longe da fiscalização tradicional. O Brasil, por sua vez, encontrou no país vizinho um ambiente ideal para operações opacas, justificadas como “cooperação energética”.
O PETRÓLEO QUE NÃO FAZ SENTIDO
O petróleo que ninguém quer — mas que virou peça-chave
A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, mas a maior parte é de petróleo extra‑pesado, um produto caro para extrair, difícil de refinar e pouco competitivo no mercado internacional.
Em condições normais, esse tipo de ativo não atrairia investimentos privados de grande porte. No entanto, 2024 registrou uma corrida de grupos brasileiros para adquirir participações em poços venezuelanos — alguns avaliados em centenas de milhões de dólares - dentre esses grupos, segundo fontes do Depto de Estado dos EUA, destacaram-se o Banco Master e a J&F (que integra a JBS).
O movimento chamou atenção, não pelo potencial econômico, mas pela incompatibilidade entre risco e retorno no contrexto dos países sancionados. Para especialistas em inteligência, o petróleo funcionava menos como negócio e mais como lastro físico para operações financeiras paralelas.
Por que investir em um ativo deficitário?
A lógica econômica não fecha. A lógica política e financeira, sim.
No contexto petróleo funcionava como lastro físico, moeda paralela, instrumento de compensação e cofre externo.
Não era um negócio. Era um mecanismo.
O SIGILO DIPLOMÁTICO
O sigilo diplomático e o papel do governo Lula
A decisão do governo brasileiro, de impor cinco anos de sigilo sobre telegramas diplomáticos relacionados aos investimentos de empresas nacionais na Venezuela, levantou enormes suspeitas no meio financeiro internacional. A justificativa oficial nunca foi detalhada.
O sigilo coincidiu com a reaproximação política entre os dois governos concomitantemente com a aceleração de pagamentos de precatórios no Brasil.
No mesmo período, o crescimento incomum de instituições financeiras específicas, tais como o Banco Master, BRB, BK Bank, Banco Paralelo entre outros, que lastrearam seu percurso como intermediárias desses pagamentos, chamou a atenção da Receita Federal, Banco Central e Polícia Federal - acionando o alerta internacional. .
O padrão, no entanto, sugere a existência de um canal indireto entre o orçamento público brasileiro, o sistema financeiro doméstico e os ativos energéticos venezuelanos.
Telegramas trancados por cinco anos e a sombra da opacidade
O governo brasileiro impôs cinco anos de sigilo sobre comunicações diplomáticas envolvendo investimentos nacionais na Venezuela sem detalhar qualquer justificativa.
No entanto, o período abrange a expansão de empresas brasileiras no setor energético venezuelano e aumento de operações financeiras domésticas que dependiam de liquidez pública.
Ao ver da inteligência internacional - somadas as circunstâncias de sanções impostas à Venezuela e a relação de Maduro com o chamado "Eixo do Mal"... o sigilo brasileiro não protege negociações estratégicas regulares e, sim, protege o fluxo.
A ENGENHARIA DOS PRECATÓRIOS
O banco que cresceu rápido demais
Um banco brasileiro de médio porte tornou‑se, em pouco tempo, o maior comprador de precatórios federais. A súbita expansão coincidiu com aumento de liquidez proveniente do governo, operações estruturadas com empresas que investiam na Venezuela e movimentações financeiras que, segundo analistas, “fecharam um ciclo”.
O banco Master parece ter se tornado uma engrenagem na operação de investimento de aproxximadamente 800 milhões de dólares em poços de petróleo concessionados pela Venezuela, transnacionalizando operações estruturadas com outros grupos empresariais tupiniquins num ciclo típico, senão vejamos:
1. O governo brasileiro injeta recursos no sistema via precatórios.
2. O banco compra esses títulos com deságio e ganha liquidez.
3. Parte dessa liquidez é direcionada a investimentos de alto risco na Venezuela.
4. O regime venezuelano, isolado por sanções, armazena valor fora do radar internacional.
5. Em ciclos eleitorais, parte desses recursos poderia retornar ao Brasil sob aparência de capital privado legítimo.
O modelo foi rapidamente identificado pela inteligência americana, por seguir o mesmo fluxo observado em regimes sancionados como Irã, Rússia e Angola.
É um modelo clássico de lavagem transnacional via commodities, assim classificado no meio financeiro.
A VENEZUELA COMO COFRE
Por que o regime venezuelano era peça central
Para o regime venezuelano de Maduro, constantemente pressionado por sanções internacionais, o arranjo era vantajoso.
A ditadura bolivariana recebia dólares, fortalecia sua economia paralela e ganhava aliados regionais.
Para o regime esquerdista instalado no Brasil, o país vizinho funcionava como um cofre externo, capaz de armazenar recursos longe do escrutínio de órgãos de controle.
A Venezuela tornou‑se um cofre político‑financeiro, uma máquina de lavar múltiplos fluxos e um porquinho guarda-moedas de recursos longe de auditorias, tribunais e imprensa.
A OPERAÇÃO DOS EUA
A intervenção dos Estados Unidos e o colapso do esquema
“A diplomacia coreografada do chamado Sul Global, estimulada pelo Grupo de Puebla e ecoada pela mídia engajada, seguia navegando bem no meio da crise do Caribe... até que os EUA decidiram intervir.
O strike de Trump, implodiu o esquema. A operação de intervenção dos Estados Unidos na Venezuela, alterou completamente o tabuleiro geopolítico.
Os EUA já vinham investigando o fluxo suspeito brasileiro, via Office of Foreign Assets Control (OFAC) e Financial Crimes Enforcement Network (FinCEN) - um escritório do Departamento do Tesouro dos EUA que coleta, analisa e dissemina inteligência financeira. Esse esquema tem autoridade, sob a Seção 311 do PATRIOT Act, para impor "medidas especiais" a jurisdições ou instituições estrangeiras sob suspeira de "preocupação primária de lavagem de dinheiro".
Com a captura e prisão de Maduro, a imposição da Seção 301 dos EUA sobre o Brasil e a retomada de sanções no espaço caribenho, com a instalação física do comando americano em Porto Rico, os ativos energéticos passaram a ser investigados, contratos estão sendo revisados e fluxos financeiros ligados ao regime venezuelano estão sendo profundamente rastreados.
Para empresas brasileiras envolvidas, o novo contexto significa risco de congelamento de bens, exposição a investigações internacionais e interrupção imediata do ciclo financeiro que sustentava o esquema "soberano" do restolho do "socialismo do sécuro XXI".
A intervenção americana desmontou a engrenagem que permitia a circulação de recursos entre Brasília e Caracas.
O modo lacônico adotado pelo governo Trump revela uma ação complexa, com procundo foco nos fluxos de apoio financeiro a autoridades e empresas que adotaram comportamento hostil aos EUA e, de uma forma ou outra, contribuíram para o reforço do tráfico e outras agressões à segurança americana.
Assim, o restabelecimento institucional, a retomada de ativos energéticos, e a investigação de fluxos financeiros ligados ao regime bolivariano, terá efeito imediato sobre poços, contratos e participações adquiridas por empresas estrangeiras na Venezuela, que serão forçosamente auditados.
Rastreamento de fluxos financeiros
Operações trianguladas entre Brasil, Venezuela e paraísos fiscais estão sendo neste momento mapeadas.
A interrupção do ciclo de retorno é, de fato, a causa do sintomático estresse lulopetista e de outras autoridades públicas, de uma forma ou outra envolvidas com essa triangulação de interesses empresriais, financeiros e políticos - incluindo o rol de agentes sancionados na América Latina.
Sem o regime venezuelano para armazenar e redistribuir recursos, o esquema perdeu sua principal engrenagem.
Para analistas estratégicos - incluindo este subscritor, os EUA não apenas derrubaram o regime venezuelano, estão derrubando o sistema que dependia dele.
O IMPACTO NO BRASIL
A engrenagem travou — e a política sentiu
A crise venezuelana, antes tratada como um problema externo, tornou‑se um fator doméstico no Brasil.
Com o colapso do arranjo o regime brasileiro perdeu um canal informal de financiamento.
A margem de manobra fiscal diminuiu e a capacidade de negociação política interna foi afetada.
A crise deverá se agravar nos cenários internacional e nacional, em pleno ano eleitoral - aqui e nos EUA, e parte das figurinhas deste fluxo múltiplo de clientes da "Grande Lavanderia" aparecerá literalmente "carimbada".
A crise venezuelana, vista como "externa" pelos cegos deliberados de plantão, é de fato um problema doméstico brasileiro.
CONCLUSÃO
A Grande Lavanderia exposta
O que parecia apenas uma política de aproximação regional revelou‑se, segundo analistas, um sistema sofisticado de engenharia financeira, no qual governos, bancos, empresas privadas e agentes públicos operavam em sincronia para movimentar recursos fora do alcance de mecanismos tradicionais de fiscalização.
A intervenção dos Estados Unidos não apenas desestabilizou o regime venezuelano, ela expôs e interrompeu um esquema que dependia da opacidade e da fragilidade institucional da Venezuela.
A Grande Lavanderia pode ter perdido sua principal engrenagem. No entanto, seus efeitos ainda reverberam na política e na economia brasileira.
O que emerge das investigações e da intervenção americana parece ser um sistema sofisticado, porém típico de quem ousa movimentar recursos fora do alcance de mecanismos tradicionais de fiscalização e sanção internacional. Revela um comportamento sintomático dos demais agentes inseridos no ambiente do chamado "Eixo do Mal" - prestes a ruir sob a intensa pressão interna e internacional.
A Venezuela era o cofre. O petróleo era o lastro. Os precatórios eram a porta de entrada.
E a intervenção dos EUA foi a explosão que agora irá revelar tudo.
Antonio Fernando Pinheiro Pedro é advogado (USP), jornalista, consultor estratégico e ambiental, com serviços prestados e estudos publicados junto a organismos multilaterais como a ONU (Unicri e Pnud), Banco Mundial, IFC, Green Economy Task Force da Câmara de Comércio Internacional, governo brasileiro e grandes corporações. Sócio fundador do escritório Pinheiro Pedro Advogados e diretor da AICA - Agência de Inteligência Corporativa e Ambiental, é membro do Conselho Superior de Estudos Nacionais e Política da FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Presidente da UNIÁGUA - Instituto Universidade da Água e Vice-Presidente da Associação Paulista de Imprensa - API. É Editor-Chefe do Portal Ambiente Legal e responsável pelo blog The Eagle View.

Está explicado o motivo do ladrão de 9 dedos defender a substituição do dólar americano como moeda padrão nas transações internacionais. O delinquente chefe da organização criminosa disfarçada de partido político definitivamente voltou à cena do crime com toda a sua curriola, agora protegidos pelos delinquentes disfarçados de magistrados de todas as instâncias do judiciário. O Brasil efetivamente apodreceu.
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