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quinta-feira, 14 de setembro de 2023

REMINISCÊNCIAS CASTRENSES

Um testemunho da mudança de mentalidade e dos valores morais nos militares brasileiros 


Rafaela Biazi/Unsplash



Por Maynard Marques de Santa Rosa


Em 1963, a barbearia da Escola Preparatória de Campinas era uma fonte de fecundas narrativas da tradição castrense. O barbeiro tinha um filho que acabara de ingressar na Escola, e animava-se a contar curiosidades escolares vividas desde o tempo da Preparatória de São Paulo. Enquanto esperava a minha vez, ouvi o caso do oficial-de-dia que não tinha autorizado um pai de aluno, de passagem pela cidade, a visitar o filho fora do expediente, por ser paisano. O tenente alegava preservar o jovem em formação da corrupção inerente ao meio civil. Infelizmente, o visitante era um general à paisana, que lhe retribuiu com a transferência para o Mato Grosso. 

Outro episódio se deu em 1964, no salão de provas da AMAN, quando um companheiro percebeu que o cadete ao lado consultava uma “cola” oculta sob o papel pautado das respostas. Avisado, o coronel-professor na função de fiscal recolheu a prova e mandou o transgressor apresentar-se ao seu comandante de subunidade. No dia seguinte, o boletim acadêmico publicou o desligamento dele, que constava entre os dez primeiros espadins da turma.

O rigor desses exemplos retrata a mentalidade da época e demonstra o zelo escrupuloso que havia na preservação dos valores morais. 

Passados trinta anos de serviço, pude assistir, como subchefe do gabinete do ministro, ao início da metamorfose de conceitos antes tidos como referenciais pétreos. Sob pressão política do governo FHC, a Instituição passou a desenvolver mecanismos de defesa que transigiam com valores inegociáveis. Nessa fase, o ex-chefe do CODI-DOI do II Exército, Cel Brilhante Ustra, na Reserva, foi submetido a inclemente devassa midiática e judicial, sem que jamais surgisse prova dos excessos de que era acusado. Embora sob discreta proteção jurídica, sua reputação como militar e cidadão foi relegada à própria sorte. Seguiram-se os “casos” Avólio e Fayad, com o mesmo tipo de desfecho. Nos três casos, a Instituição limitou-se à estratégia de ação retardadora, a fim de evitar o combate decisivo.

No entanto, o processo de “emparedamento” continuou, implacável. Os comandantes militares de áreas perderam a liberdade de ação para decretar prontidão e empregar tropa. Depois, a restrição foi estendida ao próprio ministro. A acomodação pragmática que se seguiu resultou em prejuízo do espírito de corpo, fazendo minguar o sentimento de solidariedade corporativa.

Em 1998, durante os trabalhos de criação do ministério da Defesa, fui designado representante do EB na comissão que elegeu as atividades comuns às Forças singulares passíveis de integração. O clima de disputa corporativa que se criou enfraqueceu as Instituições e o EMFA, deixando-os à mercê da Casa Civil.  

O MD foi criado por Medida Provisória elaborada sem a participação dos chefes militares, sob inspiração da doutrina do “Controle Civil Objetivo”, de Samuel Huntington, um eminente “Scholar” globalista da Universidade de Harvard. Os comandantes das Forças Armadas foram recalcados para o 2º escalão, perdendo o canal de acesso ao comandante supremo, chefe do Poder Executivo. Contudo, o efeito mais alienante foi terem “confiado” ao ministro a atribuição dos assuntos de natureza política, para “aliviar” a agenda do Alto Comando. 

Em 2006, assumi a Secretaria de Política, Estratégia e Assuntos Internacionais do MD, quando pude comprovar a falta que faz ao país o Conselho de Segurança Nacional, extinto pelos constituintes de 1988. 

Senti a politização de grande parte da diplomacia brasileira, também impregnada de um viés entreguista. Foi difícil reverter o humilhante projeto do Protocolo Adicional ao Tratado de Não Proliferação Nuclear. A Inteligência Estratégica descobriu, já em final de tramitação, o projeto de resolução da ONU sobre os direitos dos Povos Indígenas, impulsionado pelo embaixador brasileiro em Genebra, sem consulta à Defesa. Como incluía preceitos inconstitucionais, foi possível intervir a tempo de evitar um mal maior, e o compromisso foi assinado com ressalvas. Estados Unidos, Canadá, Rússia, Austrália e Nova Zelândia, que são detentores de minorias, não assinaram o documento. O Brasil, apesar de possuir o maior número de interesses vulneráveis, portou-se como protagonista da iniciativa. 

Igualmente, surpreendeu-nos o projeto de Lei de Ordenamento Territorial do Ministério da Integração Nacional, baseado em um trabalho encomendado à UnB, que retalhava o território em zonas de interesse social das minorias indígenas, quilombolas, sem-terra e outras. Deram-nos 15 dias para opinar. Como omitia os aspectos econômicos e de Defesa, solicitei seis meses para estudos, o que terminou determinando o seu arquivamento. Enquanto isso, eram criadas várias terras indígenas, inclusive na Faixa de Fronteira, cujo processo dispensava a consulta ao MD. Manifestei-me contra a demarcação contínua da reserva Raposa-Serra do Sol, fato que, somado aos demais, levou à minha exoneração. Curiosamente, o episódio fluiu como normal e sequer constou da agenda do Alto Comando.  

Após cinco meses adido sem cargo na Força, assumi o DGP, em março de 2008, onde pude contribuir para a revitalização de atividades do interesse da dimensão humana. Contudo, no segundo semestre de 2009, sobressaltou-nos a intenção do governo de impulsionar o PNDH-3 com o projeto da Comissão da Verdade. O assunto preocupou o ACE e envolveu o MD. O ministro negociou uma fórmula palatável, que consistiu em estender as investigações ao governo Vargas, para evitar o foco no governo militar. 

Como os possíveis investigados do Estado Novo não mais existiam, considerei a solução insuficiente, mas ela foi acatada pela maioria. Inconformado, fiz vazar nas redes sociais, por meio do amigo Paulo Chagas, o alerta de que a malfadada iniciativa podia degenerar em Comissão da Calúnia. Com a repercussão, o governo determinou, novamente, a minha exoneração do cargo, para servir de exemplo. A decisão foi recebida com indiferença no âmbito interno, como expresso por um companheiro, quatro dias depois: “Cada um de nós é responsável pelos seus atos”. Fui para a reserva, no dia 30 de abril de 2010, com a consciência tranquila.                

Em meados dos anos 2000, fui convidado por um amigo a assistir à formatura do filho em uma faculdade particular, de Direito, do Distrito Federal. O discurso de 20 minutos do paraninfo, ex-ministro Marco Aurélio, do STF, primou pela retórica brilhante e conteúdo indecifrável. Seguiu-se a chamada nominal dos formandos, com torcida organizada ao estilo Chacrinha. O mais chocante, porém, foi a constatação do fosso antropológico criado entre as culturas civil e militar da sociedade. O ambiente acadêmico perdera os referenciais da tradição, do respeito e da dignidade.

O efeito geracional, fatalmente, cria impacto nas instituições militares, em face do rodízio contínuo dos quadros. Com ele acorrem as virtudes e fraquezas da nova geração, influindo na cultura institucional, inclusive na dimensão da Saúde. Foi assim que surgiram os casos de rabdomiólise, parecendo revelar uma tendência de queda da rusticidade biológica. 

Mas, as novas lideranças, certamente, são mais eficientes, porém, pragmáticas. A produtividade institucional aumentou. O processo alienante, iniciado nos anos 1990, forçou a Instituição a abrigar-se em uma espécie de refúgio psicológico vulnerável. Submetida a uma crise como foi a de 8 de janeiro, a reação era previsível. Não obstante, tenho esperança na vocação patriótica da Força. 

A catarse em curso pode revivescer os valores anímicos do espírito de corpo, do estoicismo, do espírito militar e da solidariedade corporativa. O Brasil ainda depende da vigilância militar, para preservar a harmonia política e social.  




General de Exército Maynard Marques de Santa Rosa é oficial reformado do Exército Brasileiro, formado pela Academia Militar das Agulhas Negras (Resende/RJ), tendo servido em 24 Unidades Militares do Território Nacional durante 49 anos de atividade na carreira. Possui mestrado pela Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Rio de Janeiro e doutorado em ciências militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, também do RJ. No exterior, graduou-se em Política e Estratégia, em pós-doutorado no U.S. Army War College (Carlisle/PA, 1988/89). Foi Ministro-chefe da secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE), no Governo Bolsonaro (2019).  

 


18 comentários:

  1. O general Santa Rosa fez em poucas linhas um breve histórico da derrocada do EB e, otimista, tem esperança de que a tropa possa reverter o estrago que os generais causaram à Força Terrestre. Só uma nova constituição fará surgir novos homens no EB.

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    1. Por quê tantos anônimos? Isso não expressa a mesma covardia de 08 Jan?

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    2. E por que o Sr está anônimo, criticando os demais? Todos os comentários não ofendem ninguém e nenhuma instituição e representam a verdade.

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  2. O estado de paralisia das instituições diante do lento, porém progressivo e devastador, processo totalitário que está se vivificando no Brasil, é balde de água fria a história inequívoca das FA e um pontapé ao tripé do papel das FA brasileiras, alcunhado pelo General Villas Bôas: o de garantir a legalidade, a legitimidade e a estabilidade do país.

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  3. Brilhante a retrospectiva que esse General, verdadeiro patriota, faz mostrando a derrocada do Exército brasileiro ao longo dos últimos anos.
    Será que aí dá teremos força para recuperar o Exército de Caxias?

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  4. José Arthur de Oliveira.16 de setembro de 2023 às 01:43

    Felizmente ainda temos o Gen. Santa Rosa lúcido e competente na Arte de escrever, para abrir os olhos de alguns Generais das 3 Forças que diante da " fingida " situação normal do país, precisam de um alerta.
    Que Deus o proteja nessa tarefa difícil.

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  5. Sem tornozeleira, o homem mais apenado do Brasil (e dos mais ricos, Deus e todos sabemos como), flana pelos calçadões da zona sul carioca. Seu maior concorrente em ações criminosas, voa pelo mundo e quer um outro avião para mais voar com sua dama. O STF, onde reina burra unanimidade de interesses, em que ministro julgam ações de sua esposas, agora ganha Zanin das luvas de pelica mas deverá ganhar Dino, cujo superego pode chocar-se com o do Moraes; se houver uma explosão interna não será uma catástrofe, nascerá uma supernova. Nas casas legislativas, a boiada de cada um vai passando ... e a gente vendo a terra arrasada, o Exército desmoralizado e, por consequência, desmotivado. Leio que ainda é a entidade mais respeitada entre os brasileiros mas certamente é fake, um carinho que a esquerda faz para nos dizer: "fiquem casa"
    Gen Vet Maciel

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  6. Concordo com seu posicionamento. A pesquisa cheira a fake. A decepção pela traição do EB nos eventos de8jan

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  7. Gen Santa Rosa foi muito preciso na sua análise. Realmente, nossas FFAA perderam prestígio junto a população e, acho difícil que a imagem que tinha antes do 8 de janeiro seja revertida em pouco tempo.

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  8. Saúdo o eminente Gen Santa Rosa, um dos mais brilhantes oficiais generais do Exército brasileiro. Artigo lúcido, de verdades incontestáveis, e que infelizmente fez o que podia ser feito. Acho que o adágio popular que diz: "a esperança é a última que morre", nos mantém vivos pela pátria, acima de tudo.

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  9. Retórica excelente, artigo com fatos históricos mas construído sobre premissas retrógradas. O cadete expulso em 1964 não teve contraditório nem ampla defesa, a escolha de Ministro da Defesa Civil é uma prática mundial da democracia para afastar intenções golpistas e o DGP em 2008 e 2009 transferiu muitos militares a revelia e sem atentar ao princípio da economicidade. As FFAA são apolíticas e não precisam de prestígio, apenas cumprir o previsto na constituição.

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    1. "Premissas retrógradas"? Não sei se o autor é civil ou militar. Creio que, civil, pois não mostra saber que um milésimo de grau pode modificar a vida e a carreira do militar por toda sua vida profissional na ativa. Assim, a famosa "cola" numa instituição civil, praticamente, em nada afeta a vida futura do "colador". Já, nas escolas militares de formação, aperfeiçoamento e altos estudos, a cola significa "roubo", falta de respeito aos companheiros, falta do tal "pundonor militar". Imagino o "contraditório e a ampla defesa" num caso de cola. O cadete sairia general, passaria para a reserva e, como ocorre no Brasil, talvez fosse eleito presidente.

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  10. Corroborou, integralmente, as palavras do James Correa Caldas.

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  11. Rui Pinheiro Silva, 87 a, Asp Art Aman, tur 1957. O texto do Gen Santa Rosa (Inf 67)está excelente .É um desabrochar do que pode vir em seguida. O Exército de Caxias não merece sofrer o castigo porque passa, infligido por meia- dúzia de nefastos militares que se assenhorearam da Força e que deverão ser responsabilizados, dentro bem breve , por tamanha insensatez. Felizmente, a Ativa tem, gracas a Deus ,excelentes militares, que no momento certo , conduzirão a Nação a sua merecida posição. Saudades dos generais Walter Pires e Villas Boas.

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    1. Amigo Coronel Rui, li atentamente o texto do General Santa Rosa, escrito com muito conhecimento e lucidez. Gostei muito do comentário do Senhor, o qual li e reli, a sua esperança me contaminou, parabéns.

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  12. O que ocorreu com o Brasil?

    O Brasil sofreu uma conspiração exitosa de tomada de poder, em decorrência de uma decisão monocrática ilegal de “descondenamento” de um contraventor condenado em três instâncias da justiça.

    Mesmo diante desta decisão arbitrária e inconcebível, todos os altos escalões de poder das instituições de Estado adotaram comportamentos incompatíveis com a lei e com as atribuições instituídas para os seus cargos, envolvendo adesão, leniência, ou omissão.

    E por que isso ocorreu?

    Porque a cultura social brasileira, assim como em toda a Latino América, propiciou o desenvolvimento desses comportamentos distorcidos em seus valores éticos e morais. Trata-se de um padrão histórico.

    Este padrão está bem retratado na famigerada e informal “Lei de Gérson”, que instituiu o lema:
    “O que importa é levar vantagem em tudo.”

    A partir de uma infeliz, mas bem sucedida, campanha de marketing de uma marca de cigarro dos anos 70, a índole da latinidade voltada para a esperteza, mesmo em detrimento de valores éticos ou morais, foi escancarada e validada, socialmente, tornando-se atitude corriqueira e aceitável.

    A partir dos anos 80, a política adotou o lema de levar vantagem como doutrina, e a sociedade consolidou a ideia no comportamento social. Todos os segmentos da sociedade ficaram contaminados.

    E as Forças Armadas não ficaram imunes.

    O “carreirismo” exacerbado revisou alguns conceitos e princípios da vida militar.
    Coragem, Lealdade, Honra, Dever e Pátria foram relativizados, de acordo com as circunstâncias.

    Os conceitos de “hierarquia e disciplina”, basilares de estrutura militar, foram substituídos, informalmente, por “obediência irrestrita”. Esta atitude proporcionava mais oportunidades e perspectivas de carreira.

    “Ordem absurda não se cumpre” foi substituído, doutrinariamente, por “ordem não se discute, se cumpre”, afinal, “manda quem pode, obedece quem tem juízo”.

    A cultura, em todas as carreiras de Estado, foi sendo distorcida ou corrompida de dentro para fora, por um viés de pragmatismo de interesses e busca de privilégios.

    Certamente, vivemos um grande desapontamento e indignação em relação ao comportamento dos nossos companheiros do alto escalão da ativa, diante da inacreditável e inaceitável retomada do poder por parte dessas quadrilhas engravatadas, que se instalaram na política brasileira desde a cínica "redemocratização", que ressuscitou, no cenário político, contraventores e criminosos de todas as ordens. Porém, temos que lembrar que os homens passam, mas as instituições permanecem no tempo.

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  13. Eu escrevo textos quase que diariamente criticando a atual situação políica do Brasil, faço críticas, apontamentos e nunca me escondi atrás de pseudônimos, pelo contrário, gravo meus textos, ponho em todas as redes sociais e coloco minha cara, meu nome e meus contatos nos vídeos. Fiz um juramento perante o pavilhão nacional, do qual jamais me esquecerei... Não importa o que aconteça e quem seja o inimigo de nossa nação ou qual seja seu tamanho, eu estarei sempre pronto para morrer pelo meu país e meu povo.

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  14. Gostaria de parabenizá-lo pelo artigo “Reminiscências Castrenses”, sobre os importantes fundamentos morais de nossas FFAA, o qual vejo como uma advertência aos comandantes que aviltam-se diante dos “brados retumbantes” do povo brasileiro na frente dos quartéis, clamando por atitudes enérgicas contra a fraude, mais que notória, de nossas eleições presidenciais.
    Esse quadro da imoralidade política, avalizada indecorosamente por todos os Generais de nossas
    outrora respeitadas FFAA, potencializa-se com a escandalosa “arapuca”montada pelo atual governante petista, ardilosamente eleito, e seus ministros mais próximos, mancomunados com o Gen. Gonçalves Dias, do GSI, e outros.
    Sua escrita, em estilo fluido e bem concatenado, emerge com exemplos da moral, do respeito e da disciplina militar, culminando com o sentimento de conjunto ou corpo prevalecente nas FFAA e em qualquer organização à sua altura. E alerta sobre o perigo em que estão submetendo nossos sempre briosos militares ao “escárnio” do povo brasileiro, demonstrado inequivocamente com o fiasco de nosso último 07 de setembro, sem o povo nas ruas, cerimônias e desfiles militares.
    Com esse artigo, General
    Mainard, o Senhor trás esperanças de que nossas FFAA extirpem de suas fileiras esses “generais (minúsculos) melancias”.

    Com o cordial abraço do
    amigo de seu irmão Santa Rosa e seu amigo também.

    Em tempo: Asseguro-lhe que passo o sentimento de meus amigos, colegas, família, grupos sociais e da maioria do Povo Brasileiro.

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